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ESTREITO: MPMA requer providências para averiguar problemas causados por Hidrelétrica

Publicado em 07/06/2011 09:28 - Última atualização em 03/02/2022 16:34

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Como resultado da audiência pública realizada, no dia 26 de maio, no município de Estreito (localizado a 493km da capital), o promotor de Justiça Jadilson Cirqueira de Sousa, titular da 3ª Promotoria de Justiça Especializada em Meio Ambiente e Educação de Imperatriz, expediu, no dia 30 de maio, ofício recomendatório para o presidente da Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável da Assembléia Legislativa, o deputado estadual Léo Cunha.

O documento pede providências para investigar problemas causados pela hidrelétrica do Consórcio Estreito Energia (Ceste). Na audiência foram denunciados diversos impactos sociais, ambientais e econômicos causados pela usina, um dos quais a mortandade de peixes.

No ofício, o MPMA recomenda que seja providenciada uma comissão de profissionais, formada por biólogos, geólogos, agrônomos (civis, ambientais e florestais), analistas ambientais, antropólogos, sociólogos, psicólogos, advogados para uma auditoria a fim de constatar, por meio de laudo circunstanciado, o cumprimento do Plano Básico Ambiental e dos termos mútuos de compromissos firmados com os Municípios de Estreito e Carolina.

“Com o relatório será possível se chegar a uma conclusão técnica sobre os problemas denunciados na audiência pública”, afirmou o promotor de Justiça, no ofício.

Também foi sugerido que seja requisitado do Ibama um relatório sobre os cumprimentos dos programas ambientais assumidos pelo Ceste, a exemplo da conservação da ictiofauna (conjunto das espécies de peixes que existem numa determinada região), resgate e salvamento da fauna terrestre, revegetação da faixa de proteção do reservatório, entre outras.

Igualmente foi recomendado o deslocamento de defensores públicos para os municípios de Estreito e Carolina para prestarem assistência jurídica a todos os prejudicados pelo consórcio, entre os quais, pescadores, apicultores e barraqueiros.

Outras sugestões referem-se à participação da comissão de Direitos Humanos da Assembléia Legislativa do Maranhão participe dos trabalhos e que o BNDS e demais instituições bancárias e públicas, que contribuíram financeiramente para a construção do complexo, sejam informados sobre os impactos causados pelo consórcio, para que tomem providências cabíveis.

O Ministério Público também recomendou que o Ceste seja oficiado com os questionamentos e reclamações surgidas na audiência pública para a adoção das providências satisfatórias.

Foi sugerido, ainda, que o Governo do Estado do Maranhão seja chamado a participar dos trabalhos da comissão ambiental, por causa dos problemas sociais, econômicos e ambientais nos municípios de Estreito e Carolina.

Por último, foi recomendada a realização de uma grande audiência pública, na sede da Assembléia Legislativa, o mais breve possível, para buscar soluções para as demandas.

Redação: Eduardo Júlio (CCOM – MPMA)