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Experiência de mediação comunitária no Ceará é destaque no Seminário Brasileiro de Justiça Juvenil Restaurativa

Publicado em 11/07/2010 18:39 - Última atualização em 03/02/2022 16:42

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No período da tarde, do último dia do I Seminário Brasileiro de Justiça Juvenil Restaurativa (sexta-feira, 9), realizado no Centro de Convenções Pedro Neiva de Santana (Cohafuma), o ciclo de palestras foi aberto com a explanação da procuradora-geral de Justiça do Ceará, Socorro França. Apresentada pela procuradora-geral de Justiça do Ministério Público do Maranhão, Maria de Fátima Rodrigues Travassos Cordeiro, que compôs a mesa, a palestrante discorreu sobre a experiência do Ministério Público do Ceará junto à comunidade na prevenção da criminalidade.

“Socorro França é uma mulher extremamente respeitada, porque enquanto Ministério Público sempre deu sua contribuição para a transformação social”, disse Fátima Travassos aos presentes sobre a carreira a procuradora-geral de Justiça do Ceará.

Na sua palestra, Socorro França apresentou a experiência de mediação comunitária em Pirambu, bairro mais populoso de Fortaleza, que possui a maior densidade populacional do Brasil, com 40 mil habitantes por km². A procuradora contou que antes de o Ministério Público atuar no local, implementando o núcleo de mediação, o bairro era tido como um dos mais violentos da capital cearense, sendo sempre destaque nas páginas de polícia dos jornais.

“Hoje, passados 12 anos de criação do núcleo não temos mais o bairro de Pirambu nas manchetes de crime dos jornais. Criamos condições para os próprios moradores conduzirem a sua paz social. É preciso, portanto, saber ouvir a comunidade”, ressaltou.

A procuradora acrescentou que o sistema de Justiça envolve toda a sociedade. “O juiz, o promotor, o delegado, o psicólogo, o professor, o facilitador, todos fazem parte da Justiça. No dia em que todos entenderem isso, tudo vai melhorar”, completou.

Outro aspecto que a palestrante destacou foi a grande dedicação e auto-estima dos mediadores para a solução dos problemas da comunidade.

“É bonito ver os mediadores afirmarem: Eu sou Juiz de paz. Isso é maravilhoso, isso é extraordinário”, concluiu.

A programação continuou com o ciclo “A Justiça Juvenil Restaurativa na Educação: da prevenção à promoção da cultura da paz”, que teve como palestrantes Monica Mumme, consultora em Justiça Restaurativa na área educacional, que discorreu sobre experiências em escolas do Rio de Janeiro; Alejandro Cussianovich, mestre de políticas sociais e promoção da infância da Universidade de São Marcos, em Lima, no Peru; e Nelnie Lorenzoni, assessora técnica da Secretaria da Educação do Estado do Rio Grande do Sul. Ela apresentou resultados da implementação de práticas restaurativas em escolas públicas da periferia de Porto Alegre.

O evento foi encerrado por volta das 18h, com a leitura da Carta de São Luís, que registrou os principais pontos discutidos no seminário.

ESTANDE
Durante todo o evento, o Ministério Público do Maranhão esteve com um estande montado no Centro de Convenções Pedro Neiva de Santana. No local foram expostos diversos materiais e publicações desenvolvidas e utilizadas pelo Ministério Público do Estado do Maranhão em suas atividades e nas diversas campanhas realizadas pela instituição.

Redação: CCOM – MPMA