
Matéria publicada em 4 de julho fez afirmações genéricas contra o membro do Ministério Público
Em resposta à interpelação judicial (Processo nº 55.2010.8.10.0057) proposta pelo promotor de Justiça Joaquim Ribeiro de Souza Junior, titular da 1ª Promotoria de Justiça de Santa Luzia, a revista Carta Capital afirma que, em momento algum, a reportagem subscrita pelo jornalista Leandro Fortes, intitulada “O Povo quer Justiça” (página 26 da edição 603) traz qualquer acusação de participação do membro do Ministério Público, em atos de tortura, espancamentos e atos de violência policial ocorridos em Santa Luzia, bem como, nega que tenha insinuado a participação de Joaquim Junior no incêndio do Forum da comarca ocorrido em 01 de janeiro de 2009.
Em petição assinada por sua assessoria jurídica, a revista declara que “em momento algum, o texto jornalístico questionado pelo autor traz qualquer acusação a sua pessoa … a matéria veiculada, em momento algum, acusou-o da prática de qualquer crime”. Em outro trecho de sua resposta, a revista Carta Capital salienta que “inexistiu qualquer menção ao nome do autor no episódio do incêndio do fórum de Santa Luzia … o nome do autor não foi relacionado ao incêndio … a ré, ao revés do que afirma o autor, não imputou a ele a prática de qualquer crime”.
Em 14 de julho de 2010, o promotor Joaquim Júnior ajuizou interpelação em face da revista Carta Capital para que a mesma esclarecesse o teor do texto jornalístico acima citado, em especial se havia ou não sido atribuída ao mesmo qualquer participação em atos de tortura ou violência policial praticados em Santa Luzia, ou no incêndio do Fórum da comarca, ocorrido em janeiro de 2009. “Jamais aceitarei que qualquer pessoa, sob o pretexto do exercício do direito de liberdade de expressão, macule anos a fio de dedicação diuturna sem que, ao menos, me seja oportunizado o direito de defesa”, ratifica o membro do Ministério Público.