Sistema vai permitir acesso a uma base de dados em tempo real e orientar tomada de decisões com mais eficiência
Trinta e cinco servidores e membros do MPMA participam durante toda esta semana do treinamento para implantação de ferramenta de Business Inteligence. O BI pode ser traduzido como inteligência de negócios. É uma espécie de método que visa ajudar as empresas e instituições a tomar decisões inteligentes, mediante dados e informações recolhidas pelos diversos sistemas de informação.
O treinamento está sendo ministrado pelo consultor Rogério Ferreira, da Inteligência de Negócios, filial de Recife. A ferramenta que está sendo proposta para o Ministério Público do Estado do Maranhão é o Qlik Sense.
Por meio desse sistema, é possível ter acesso instantâneo a informações, como folha de pagamento, custos, despesas e receitas em um único local, disponibilizadas através de painéis e gráficos e assim fazer uma gestão melhor desse conteúdo. Todos os dados dos setores estarão interligados. “É um conceito onde você tem acesso a várias fontes de dados e pode fazer o cruzamento dessas informações. Isso vai gerar economia de tempo e custos”, reforçou o consultor.
A implantação do Qlik Sense faz parte de um grupo de ações previstas pelo Planejamento Estratégico do MPMA. Na avaliação do procurador-geral de justiça, Luiz Gonzaga Martins Coelho, “o investimento no sistema é mais uma conquista do Ministério Público do Maranhão. Com o BI, poderemos analisar vários dados de forma integrada e isso facilita muito a tomada de decisões, além de otimizar tempo e diminuir custos.”
Para o promotor de justiça Raimundo Leite Filho, secretário de Planejamento e Gestão do MP, a expectativa é de que em até três meses o sistema esteja completamente em funcionamento. “Essa ferramenta é um divisor de águas para a instituição. Antes nós tínhamos os números, mas eles não se interligavam. A dificuldade para levantamento de dados era muito grande. Agora, com a instalação do BI, a alta administração terá um poder de gestão maior e tomada de decisão”, disse Raimundo Leite.
O coordenador em exercício da TI (Tecnologia de Informática) do Ministério Público do Maranhão, Ricardo Coelho, explicou que, do ponto de vista técnico, o sistema é muito seguro e eficaz sob dois pontos de vista. “Nós podemos escolher o que vai para a plataforma. Informações sigilosas podem ficar de fora propositalmente. Além disso, qualquer uma dessas abordagens que sejam feitas pelos setores não serão capazes de alterar as informações originais. A gente sempre vai trabalhar em cima das cópias. Você pode fazer cruzamento, arrastar caixinhas, deletar coisas e isso não vai alterar o dado original”, finalizou.
Redação e fotos: Daucyana Castro (CCOM- MPMA)