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IMPERATRIZ – Campanha contra laticínios clandestinos é realizada em escolas públicas

Publicado em 10/09/2012 14:50 - Última atualização em 03/02/2022 17:10

Sandro Bíscaro em reunião com a AgedTrinta escolas públicas de Imperatriz, Faixa Educativadas redes municipal e estadual, foram Queijaria lacrada pela fiscalizaçãovisitadas por alunos do curso de Fiscalização em fábricas clandestinasEngenharia de Alimentos da Universidade Federal do Maranhão (UFMA) durante as duas últimas semanas do mês de agosto. A ação fez parte da campanha contra laticínios clandestinos, deflagrada pelo Ministério Público do Maranhão (MPMA). O objetivo das visitas foi conscientizar alunos, professores e servidores do setor da educação sobre o risco do consumo de leite e queijo produzidos de forma irregular. 

Nas visitas às escolas, os voluntários também distribuíram materiais informativos da campanha, incluindo uma cartilha sobre o tema.

Antes das escolas, os voluntários da UFMA percorreram, no primeiro semestre do ano, 130 estabelecimentos comerciais do município, que vendem leite e queijo  ou utilizam os produtos como ingredientes para a produção de alimentos. A finalidade foi entregar uma Recomendação feita pelo Ministério Público com diretrizes a serem adotadas pelos estabelecimentos e repassar orientações sobre segurança alimentar. Os produtos clandestinos também são vendidos por ambulantes nas ruas da cidade, principalmente no período da manhã.

O promotor de Justiça do Consumidor da Comarca de Imperatriz, Sandro Pofahl Bíscaro, idealizador da campanha, afirmou que os alimentos irregulares são embalados de forma inadequada e não possuem o carimbo dos serviços de inspeção federal, estadual ou municipal, exigidos por lei, de acordo com a abrangência de mercado do produto. Por exemplo: aqueles com o selo municipal só podem ser comercializados dentro dos limites do município. O carimbo garante que o produto foi inspecionado e possui qualidade para o consumo.   

Na inspeção, realizada há quatro meses, 25 estabelecimentos comerciais  do município foram flagrados vendendo ou utilizando alimentos clandestinos à base de leite. Ao todo, 90 kg de queijo clandestino foram apreendidos. A vistoria foi realizada pelo MPMA em parceria com as vigilâncias sanitárias municipal e estadual. O Ministério Público firmou um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) com os comerciantes, no qual está prevista uma reparação por dano moral coletivo, a ser revertida em material publicitário de conscientização sobre o tema.

“O nosso trabalho é voltado para a resolutividade. Um problema dessa magnitude não se resolve de forma burocrática, com uma canetada. Exige muita conscientização também. Por isso, a campanha tem essa duas etapas. Uma primeira de caráter educacional, que envolve a sociedade civil”, explicou Sandro Bíscaro.

O promotor de Justiça acrescentou que laudos de outras vistorias constataram a presença de bactérias, coliformes fecais, pelos, pus, sangue, entre outras impurezas, nos alimentos clandestinos à base de leite vendidos em Imperatriz.

“Temos que acabar com esta crença equivocada de que leite bom e puro é o vendido na caneca”, enfatizou.

FAZENDAS

Nos dias 21 e 22 de agosto, o MPMA apreendeu seis toneladas de queijo clandestino e três mil litros de leite impróprios para consumo em fazendas dos municípios de São Francisco do Brejão e Cidelândia (termos judiciários da Comarca de Açailândia). Ao todo, 16 queijarias clandestinas foram autuadas, multadas e lacradas.

A operação intitulada Queijo Fraudado foi realizada pela Promotoria de Justiça do Consumidor de Imperatriz e pela 5ª Promotoria de Justiça da Comarca de Açailândia em parceria com a Agência Estadual de Defesa Agropecuária do Maranhão (Aged) e a Polícia Militar. Do MPMA, além de Sandro Bíscaro, participou da inspeção a promotora de Justiça Camila Gaspar Leite, da Comarca de Açailândia.

“Nesta vistoria encontramos, por exemplo, queijarias situadas ao lado de criações de porcos”, afirmou o promotor de Justiça.

Segundo Sandro Bíscaro, cerca de 4 toneladas de queijo clandestino desses locais são vendidos para comércios do Ceará.

“Enquanto os estabelecimentos regularizados investem bastante para garantir higiene e qualidade na produção dos alimentos, os irregulares driblam os impostos e lucram com a falta de regulamentação”. 

 

Redação: Eduardo Júlio (CCOM – MPMA)