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Campanha Voto Consciente é lançada em Zé Doca e Governador Nunes Freire

Publicado em 27/09/2012 17:06 - Última atualização em 03/02/2022 17:08

Estudantes e jovens eleitores foram o principal segmento presente nas audiências públicas. População tirou dúvidas sobre o processo eleitoral.

 

AMesa de abertura em Zé Doca democracia Regina Rocha, procuradora-geral de Justiçaparticipativa, a liberdade de escolha dos eleitores, o combate à corrupção eleitoral e as Promotora Isabelle Saraivaconsequências do voto na vida diária dos cidadãos José Augusto Cutrim Gomesforam tePúblico em Zé Docamas Lançamento da campanha em Gov. Nunes Freireabordados em Promotor Hagamenon Azevedoduas audiências Promotor Pablo bogéapúblicas realizadas pelo Ministério Público do Maranhão noPublico em Gov. Nunes Freires municípios de Zé Doca, terça-feira (25), e Governador Nunes Freire, quarta-feira (26). Estudante Joiciane de SouzaOs dois eventos tiveram ampla participação popular e atraíram a atenção de estudantes, candidatos, lideranças políticas, religiosas e comunitárias.

 

Em Zé Doca, o lançamento foi realizado na Catedral da Igreja Católica pelas promotoras de justiça Isabelle de Carvalho Fernandes Saraiva e Simone Chrystine Santana Valadares. A necessidade de garantir transparência ao processo eleitoral foi destacada pela promotora de justiça Isabelle Saraiva. “É imprescindível que o eleitor possa decidir de forma espontânea a quem dar o seu voto e essa decisão passa pelo exame de propostas e ideias”.

 

Ela ressaltou aos eleitores a importância de analisar a conduta social e o histórico político dos candidatos em detrimento de aceitarem benefícios pessoais. “Só há candidatos que ganham a eleição comprando votos porque há eleitores dispostos a vendê-los. O candidato corrupto e o eleitor corrompido são criminosos em igual medida e culpados pelas mazelas que afligem a sociedade”.

 

A promotora de justiça Isabelle Saraiva fez uma análise, ainda, das repercussões da votação na vida cotidiana. “A falta de escolas para os nossos filhos, a precariedade dos nossos hospitais, a falta de segurança, tudo isso tem origem nas escolhas que fazemos durante o processo eleitoral e, portanto, temos que ter em mente que o eleitor que aceita uma quantia de dinheiro em troca do seu voto na véspera da eleição é o mesmo cidadão que mais tarde estará reclamando que o Estado não lhe oferece condições dignas de vida.”

 

Na avaliação do presidente da Associação do Ministério Público do Estado do Maranhão (Ampem), José Augusto Cutrim Gomes, cada voto tem o poder de transformar a realidade coletiva. “A falha no sistema eleitoral está no eleitor que permite a compra de votos. A mudança depende de cada um de nós”. Opinião semelhante tem o promotor de justiça Pablo Bógea, que representou a Procuradoria Regional Eleitoral. “Quem vende o seu voto não tem legitimidade para reclamar a falta de serviços públicos. O voto é a oportunidade mais forte para influenciar o futuro de sua cidade”.

 

A procuradora-geral de justiça, Regina Lúcia de Almeida Rocha, também destacou o combate à compra de votos e o papel do eleitor nesse processo. “O cidadão precisa compreender que obter vantagem imediata pelo voto é não ter, no futuro próximo, serviços públicos de qualidade, como acesso a saneamento e saúde pública.”

 

As estudantes de magistério Noemia Santos, 19, e Gilcilene Conceição, 21, da Escola José Arcanjo, fizeram questão de acompanhar a audiência até o final. “Ficar ciente da importância da eleição e do poder de cada voto é um avanço”, afirmou Noemia. Para Gilcilene, que vai votar pela primeira vez, a iniciativa do MPMA em promover o debate é um “presente para a comunidade”.

 

Participaram da audiência, a corregedora-geral do MPMA Selene Coelho de Lacerda, o subcorregedor-geral Joaquim Henrique de Carvalho Lobato, o promotor de justiça corregedor Francisco de Aquino da Silva, e as juízas Denise Pedrosa Torres e Leoneide Delfina Barros Amorim.

 

GOVERNADOR NUNES FREIRE

O promotor de justiça Hagamenon de Jesus Azevedo apresentou os objetivos da campanha Voto Consciente, baseada na Lei nº 9.840/1999, que trata do combate à corrupção eleitoral. A audiência foi realizada no Templo Central da Igreja Assembleia de Deus e teve como público principal os estudantes. “Precisamos de uma eleição limpa, sem compra de votos e isso depende da consciência de cada eleitor”.

 

Com o tema da campanha “voto não preço, tem consequências”, o titular da comarca de Governador Nunes Freire conclamou os presentes a serem fiscais no processo eleitoral. “A nossa escolha vai ter consequência por quatro anos.Comandar o próprio destino passa pela avaliação dos candidatos”, afirmou.

 

Em sua palestra, Hagamenon Azevedo apresentou alguns passos para o eleitor incorporar em sua prática cotidiana. O primeiro é ter consciência política acerca da importância e do valor do voto. “Vender um voto significa perder a liberdade de escolha e se submeter à corrupção”.

 

O segundo é procurar informações sobre o candidato e investigar suas práticas. Outro passo é denunciar irregularidades e abordagens em conflito com a lei. “Quem vende o voto, abdica do seu papel de ciddão e também comete um crime”, acentua Azevedo.

 

Em seu discurso, a procuradora-geral de justiça Regina Rocha também destacou a responsabilidade em relação ao voto de cada eleitor e a seleção dos candidatos e relação com o progresso ou atraso dos municípios. “Vote de forma consciente e responsável pois esse é o primeiro passo para o exercício da cidadania. Assim, é importante dar oportunidade ao candidato com méritos próprios e boas propostas”.

 

Na análise da chefe do MPMA, a população deve levar ao conhecimento do Ministério Público e da Justiça caso saiba de práticas irregulares. “Seja um fiscal, exercite a cidadania”. Segundo a procuradora-geral, a participação do povo não termina com a votação. “Use a arma do voto para transformar a política local e depois exija o cumprimento das promessas”.

 

A estudante Joiciane Ribeiro de Souza foi uma das estudantes que participou da audiência pública. Aos 16 anos, vai votar pela primeira vez e assistiu atentamente às palestras com o filho Davi, de apenas quatro meses. “A vontade de aprender me trouxe aqui. Quero um futuro melhor para mim e para o meu filho. Também sou contra a compra de votos”.

 

Já a presidente do Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente (CMDCA), Fabiana Lopes, classificou o evento como uma “iniciativa positiva” da Promotoria de Justiça de Governador Nunes Freire. “Os desafios para melhorar a vida da criança e do adolescente passam pela escolha dos nossos representantes”.

 

Participaram da audiência o subcorregedor-geral do MPMA Joaquim Henrique de Carvalho Lobato, a diretora da Secretaria para Assuntos Institucionais da PGJ Fabíola Fernandes Faheína Ferreira, o presidente da Ampem José Augusto Cutrim Gomes, o promotor de justiça Pablo Bógea, representante da Procuradoria Regional Eleitoral, os promotores de Justiça Saulo Jerônimo Leite Barbosa de Almeida e André Charles Alcântara Martins Oliveira (Maracaçumé), Sandra Fagundes Garcia (Turiaçu) e o juiz Paulo Roberto Brasil Teles de Menezes (Maracaçumé e Governador Nunes Freire).

 

SEGURANÇA NA VOTAÇÃO

Durante as audiências, os servidores do Tribunal Regional Eleitoral (TRE) André Felipe Gomes Guimarães e Ricardo Ferraz Tomaz apresentaram os painéis Voto Consciente e Segurança da Urna Eletrônica, respectivamente.

 

Guimarães abordou a competência da Justiça Eleitoral e o papel do Ministério Público na fiscalização e cumprimento da lei. “Exercer o direito de votar de uma forma livre passa, necessariamente, pelo combate aos excessos e desvios na lei”.

 

Ele também apresentou os quatro passos do voto consciente: conhecer o direito do voto, valorizar o papel do voto, ser criterioso na escolha e fiscalizar o mandato. As etapas reafirmam que a fiscalização dos políticos pela sociedade não deve encerrar após o resultado das eleições.

 

 

Redação: Johelton Gomes (CCOM-MPMA)