

A questão das drogas fez parte da programação da 13ª Feira do Livro de São Luís em atividade realizada na tarde da última sexta-feira, 18. Coordenado pela promotora de justiça Cristiane Maia Lago (coordenadora do Centro de Apoio Operacional de Defesa dos Direitos Humanos do MPMA) e pelo médico Marcelo Soares Costa, diretor-geral do Centro de Atenção Psicossocial Álcool e Drogas (CAPS-AD) do Estado, o evento contou com a participação especial do Grupo Evangelístico do Liceu Maranhense (Gelim).
Na plateia estavam alunos e professores da Unidade de Ensino Básico Haydee Chaves, da rede pública municipal de São Luís, e participantes da feira.
Na abertura, a promotora de justiça, que desenvolve desde 2013 o projeto “Quem escolhe o seu caminho? Você ou as drogas”, com o objetivo de promover o debate nas escolas sobre o consumo de drogas e prevenir o uso entre crianças e adolescentes, chamou o público à reflexão sobre o problema.
Ao se dirigir aos presentes, falou de sua experiência nos processos do Tribunal do Júri, enfatizando que grande parte dos réus praticaram crimes decorrentes de envolvimento com drogas. “Quando tiverem proximidade com algum tipo de droga (seja álcool, crack, maconha ou cocaína) saibam se afastar. Não aceitem. As drogas só destroem nossa saúde e nos leva ao crime”, orientou.
Marcelo Soares também enfatizou os malefícios das drogas na vida das pessoas e informou sobre formas e locais de atendimento aos dependentes químicos. “Esse problema está muito próximo da gente. Então todos temos que saber como e para onde encaminhar essa pessoa, que é o CAPS, onde são desenvolvidas diversas atividades para controlar o vício de que são vítimas”, afirmou.
TEATRO
Em seguida, o grupo teatral Gelim apresentou o espetáculo “Escolhas”, que faz uma reflexão sobre o consumo de drogas entre os jovens e o processo de recuperação de um dependente químico.
SAÚDE
A programação prosseguiu com a palestra “Discriminação e saúde: acesso x equidade”, ministrada, às 18h, na Casa do Professor, pela promotora de justiça e coordenadora do Centro de Apoio Operacional da Saúde do MPMA, Ilma de Paiva Pereira.
PATRIMÔNIO
No auditório FeliS, às 19h, foi realizada a mesa redonda com o tema “O case da casa de Aluísio Azevedo”, que debateu as ações de conservação e restauração do casarão onde o escritor residiu, na Rua do Sol, no Centro de São Luís.
O debate foi coordenado pelo diretor da Escola Superior do MPMA, Márcio Thadeu Silva Marques; com a participação do promotor de justiça Luis Fernando Cabral Barreto Junior; o juiz da Vara de Direitos Difusos e Coletivos Douglas de Melo Martins; e o historiador e vice-presidente do Instituto Geográfico do Maranhão, Euges Lima.
O sobrado estava em estado de abandono e poderia virar estacionamento. No entanto, uma ação movida pela 1ª Promotoria Especializada de Proteção do Meio Ambiente, Urbanismo e Patrimônio Cultural de São Luís, acolhida pela Justiça, garantiu a preservação do imóvel.
Ainda na sexta-feira, o servidor do Ministério Público Claunísio Amorim Carvalho apresentou, na Casa do Professor, dois bate-papos, às 17 e 19h, com os temas “Raimundo Correia: 160 anos” e “A Setembrada”, sobre o livro de Dunshee de Abranches.
Redação: CCOM-MPMA