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Escola Superior do Ministério Público inicia curso de LIBRAS com membros e servidores

Publicado em 26/03/2012 14:55 - Última atualização em 03/02/2022 17:01

confeccao crachas curso libras 2012Uma turma com 53 participantes iniciou na Escola Superior do Ministério Publico, nesta quinta-feira, 22, o curso de capacitação na Língua Brasileira de Sinais (Libras), que conta com a participação de membros e servidores. Nesta fase, serão ministrados os módulos I e II, com total de 40h, nos dias 22 e 23 de março e 12 e 13 de abril, das 8h30 às 12h30 e 14h30 às 20h.

O curso foi uma solicitação da 11ª Promotoria de Justiça Especializada na Defesa dos Direitos da Pessoa com Deficiência, cujo titular é o promotor de Justiça Ronald Pereira dos Santos, com motivação na Lei nº 10.436/2002 e o Decreto Federal nº 5.626/2005, que exigem uma capacitação mínima em LIBRAS de 5% dos servidores do Executivo de cada Estado.

As aulas estão sendo ministradas pela instrutora (surda) Luziane de Jesus da Silva e pela intérprete Mariluce da Silva Goulart Amorim. Luziane Silva é professora do Curso de LIBRAS em contexto para professores de classes especiais e profissionais de diversas áreas, e do Curso de LIBRAS como Intérpretes, também é instrutora em mini-oficinas sobre a Língua Brasileira de Sinais. Mariluce da Silva Goulart Amorim é pós-graduada em Educação Especial e Inclusão em Libras, em Atendimento Educacional Especializado (AEE), com graduação em Letras, com habilitação em Lingua Portuguesa, Lingua Inglesa e Literaturas pela Universidade Estadual do Maranhão (UEMA).

Luziane Silva, está em fase de conclusão do curso superior em Pedagogia e considera importante a realização de cursos de LIBRAS por instituições como o Ministério Público. O ouvinte não sabe como é a comunicação, nem tem como se comunicar conosco. Além disso, também é importante por ajudar na divulgação da Língua de Sinais, informou Luziane.

No Brasil, alguns Estados já se destacam na inclusão de pessoas surdas e mudas, é o caso do DF, RS, RJ e SP. No Maranhão, o processo de inclusão está atrasado. O ideal, segundo Luziane Silva, seria o oferecimento de uma disciplina de LIBRAS nas escolas. Tal como acontece com a Língua Estrangeira, Inglês, Espanhol e Francês, por exemplo. Em São Luís, algumas escolas já oferecem a Língua Brasileira de Sinais como disciplina. E algumas Universidades também dão ao surdo a possibilidade de continuar os estudos, concluindo o curso superior em um lugar que ofereça inclusão.

Para os participantes, o curso tem sido uma oportunidade de oferecer um atendimento digno aos cidadãos que buscam os serviços das Promotorias. É uma oportunidade que tenho de fazer um aprimoramento profissional e poder atender algum caso assim, quando necessário, disse a servidora Sâmia Maria Carneiro, da Promotoria de Guimarães, que integra a turma do I e II módulo do Curso.

Além dos servidores, promotores de Justiça responsáveis por Promotorias Especializadas na Defesa de Pessoas com Deficiência também participam do curso. A promotora de Justiça Ilma de Paiva Pereira, que responde pela 2ª Promotoria de Justiça de Estreito, com atribuições relacionadas a pessoas com deficiência, participa do curso e disse que existe uma demanda de casos assim nas comarcas e a capacitação de servidores e promotores de Justiça é importante. Pensei em fazer o curso por isso, quero receber com dignidade os cidadãos que chegarem na Promotoria e precisam de atendimento especial. Já recebi casos assim e foi preciso alguém da família intervir para que a pessoa fosse atendido, pois não conseguíamos nos comunicar com ele.

Os módulos III e IV acontecerão em julho e agosto de 2012, e são pré-requisito para a inscrição ter participado dos módulos I e II .

Redação: Virginia Diniz CCOM